quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Poema "Metade pássaro", de Murilo Mendes (Reprodução da obra "Pássaro surreal", de Noell Oszvald) A mulher do fim do mundo Dá de comer às roseiras, Dá de beber às estátuas, Dá de sonhar aos poetas. A mulher do fim do mundo Chama a luz com um assobio, Faz a virgem virar pedra, Cura a tempestade, Desvia o curso dos sonhos, Escreve cartas ao rio, Me puxa do sono eterno Para os seus braços que cantam.


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